quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Algarve sim, mas da Serra do Caldeirão. O que eu denomino de Algarve Natural










































































































































































Algarve, Algarve. Vamos passar férias ao Algarve!...
Muita gente dirá assim nesta altura do verão, e até no inverno. Estrada abaixo, e um apartamento nos espera por aquelas bandas, algures junto a uma bela Praia do Sul. Os prédios e os bares abundam por aquelas zonas, quer seja de noite ou de dia.


Um dia destes, e a 50 km da Costa, em Alcoutim, deixei a viatura, montamos a bicicleta e aí fomos fazer uma parte da Via Algarviana. Percurso traçado pela Serra do Caldeirão e a começar precisamente em Alcoutim. Subindo Serra acima, e logo no primeiro dia fizemos cerca de 24km e já quase noite chegamos a uma povoação chamada Baluscos de Baixo. Local onde teríamos de pernoitar, e ao entrar num pequeno bar perguntamos onde poderíamos alugar um quarto, e logo pronto o senhor Michel solicitou a presença da esposa, D. Pilar, que, com a mesma observação, sugeriu o quarto da Filha já que estava fora da Terra. Tendo nós aceite a oferta preparou o quarto e até o jantar com todo o requinte como não se vê por essas cidades ou vilas. E o pequeno almoço do dia seguinte, então será inesquecível. Só resta agradecer aqui, e em publico um "grande obrigado Sr. Michel e D. Pilar". Fazem falta pessoas como vós neste País.
No outro dia seguimos o caminho pela Via, com lindas paisagens e Lugares que jamais esquecerei. Com Pessoas a abordarem-nos pelo caminho e a oferecerem água por eles tiradas do poço. Lugares como por exemplo a Furnanzinha, Sete Casas e Castelão onde não há Mercearias ou bares e com habitantes de idades mais avançadas. Mal nos viam chegar aproximavam-se de nós e conversavam. No Lugar de Castelão disposeram-se a oferecer espaço num terraço para dormir, mas, logo outro vizinho sabendo da nossa presença foi-nos também oferecer um espaço na sua casa com telha, mas o calor era tanto que o terraço e um saco cama, e todas as "estrelas" a vista era o melhor. Também um "obrigado as pessoas de Castelão" pelo prazer de estar com Eles e em especial a Sra. que até o jantar nos sugeriu.
Seguindo viagem outros lugares passamos, e os lamentos de alguns Idosos escutei. Lugares em que os novos não habitam. E os pastores clamando pelas cabras com os sons vocais que só eles os sabem assim produzir. Em Vaqueiros o grande jantar na unica tasca existente debaixo duma parreira com o calor exurbitante. E ao dar a volta pelo Lugar antes da deita as pessoas sentadas nas ruelas falando sobre o Mundo que os rodeia e ao passar partilhava com Elas as suas conversas. Que Pessoas tão simples e afastadas do rodopio das estradas barulhentas e agitadas das Vilas e Cidades.
Continuando a viagem acabamos por fazer cerca de 100 km pela Serra do Caldeirão devido ao piso acidentado e quase sempre a pique em que tinha de levar a bicicleta a mão. E o calor a rondar entre os 35 e 45 graus, dependendo da hora a uma média de 2,50 km por hora. Ao fim de 4 dias voltamos para trás seguindo pelas Praias de Olhão, Cabanas e Monte Gordo seguindo depois para Alcoutim para terminar no total de 7 dias, 283 km.
Culturalmente foi muito bom. Como paisagem, também foi bom mas não das que mais gostei. Concluí que, talvez seja a parte do País onde há menos desenvolvimento, mesmo fazendo parte do Algarve.
Mais uma vêz valeu a pena.

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