quinta-feira, 8 de março de 2012

DE BARCELOS A SANTIAGO DE COMPOSTELA DE 29 DE MARÇO A 9 DE ABRIL. Desta vêz a pé.









Faltam duas semanas para a aventura de Santiago, a pé. Confirmada a ida, quem nos quer acompanhar!?
O custo de tal aventura para uns pode ser cara. para outros barata. Só custa boa disposição e vontade de caminhar. Metro a metro. Quilómetro a quilómetro. Aldeia a aldeia, procura-se o que é diferente no caminho ao lado, ou na ruela, da simples aldeia com as gentes sentadas nos alpendres das portas observando quem chega rodando com o olhar os nossos movimentos, talvez dizendo ou pensando a seguir (lá vão mais uns peregrinos para Santiago). E dizendo alto para nós, "BOM CAMINHO"!. Cruzamo-nos com outros, ou que vão para Santiago, ou em sentido contrário para Fátima, caminhando sempre com um sorriso na cara, ignorando o cansaço. Na mercearia ou da taverna, numa casa de pedra com soalho de madeira ou ...parede de pedra vendendo ainda o copo de vinho sentado por dentro do balcão, falando sobre as coisas da aldeia, admirando-se das pessoas que entram mochila ás costas para qualquer coisa lhes comprar, e com enorme delicadeza nos servir. Passando por locais onde os pássaros abundam, e por cima de nós admirimeira caminhadaando. Os Rios e Riachos ao nosso lado jorrando água limpída e cristalina com a verdura nas margens dando uma cor magnifica espelhada na água. E no fim, chegar ao Largo da Catedral, em Santiago, ao fim de 9 dias, observando á nossa volta dezenas de pessoas vindas de todo o Mundo, por variados caminhos, uns e outros chorando de alegria, pensando nos dias que caminharam para chegar até ali, pegando em máquinas fotográficas e aproveitando o momento que é unico para sempre recordar.

É POR TUDO ISTO QUE VALE A PENA CAMINHAR E FAZER ESTE CAMINHO DURANTE, 9 DIAS,  217KM.
AGUARDO POR ESTES DIAS...

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O DIA A DIA DA CAMINHADA ENTRE BARCELOS E SANTIAGO DE COMPOSTELA



Já passaram. Já lá vão os dias fabulosos de caminhadas desde Barcelos até Santiago de Compostela. Apanhámos o autocarro desde Lisboa a Barcelos. Chegámos por volta do meio dia. Uma passeata pela Cidade para abastecer e lá fomos na primeira caminhada até Tamel, cerca de 11km onde pernoitamos a primeira noite. Um albergue pequeno e acolhedor para o início para no outro dia começar logo pela manhã até Ponte de Lima logo com a distância de 27 km. Após este dia lá subimos a Serra da Labruja, trilho mais difícil passando por locais muito interessantes. Aldeias típicas logo no início com uma taverna onde pousamos as mochilas de 10 kl de peso e comprámos os produtos alimentares para o dia e até os bolos tipicos da aldeia consumidos na época da Páscoa. Passámos por rios, nascentes de água, árvores verdejantes com caminhos be m apedrejados dificultando a nossa súbida até ao cimo. Quando lá chegámos, uf. Vamos descansar um pouco. Petiscar qualquer coisa. Seguimos a caminhada com objetivo de chegada a Rubiães a acontecer no final do dia. Esperáva-nos um grande jantar de caminheiros num restaurante da pequena Aldeia. Inesquecivel esta refeição.Segue-se a bejeca noutro café para assistir ao jogo Benfica/Braga. Não importou o resultado final seguimos para o Albergue "escolar" onde pernoitámos para num novo dia acordar até Valença do Minho onde algures pelo meio encontrámos o Sr Costinha o qual já anda por estas andanças á 12 anos. Mamã, foi o titulo que atribuío á Isabel o qual durante o caminho utilizámos sempre "mamã isto, mamã aquilo". Passámos a fronteira seguimos Galiza acima de cidade em cidade com o 4º elemento do grupo adoentado interrompeu o percurso por 2 dias indo ter connosco de comboio na cidade seguinte. Paisagens verdejantes, peregrinos a agrlomerar pelo caminho. No Albergue de Brialhos surgiu a primeira situção complicada. Um grupo de pregrinos Portugueses ocuparam o Albergue com carro de apoio o qual não é permitido. Tivemos de ficar no chão da recepção. Outros peregrinos chegam chamaram protecção civil e bronca armada. O recepçionista teria sido comprado á moda Portuguesa pelo grupo que lá estava. Festança e vinhos á mistura bronca armada. Noite para esqueçer. Dia a seguir Caldas dos Reis, oportunidade para molhar os pés na nascente de água a 48 graus. Que bom sentir os pés mais leves para caminhar até Padron onde o Albergue estava cheio e ficámos pela 1º vez num hotel onde nos esperava os familiares que nos foram esperar.Um Obrigado Fernando e Sara pela vossa recepção. Um jantar á mesma mesa e depois uma bjeca mais á noite no centro de Padron, foi fantástico. Cedo deitar para cedo levantar 5,30horas da manhã para chegar antes do meio dia a Santiago. Caminhar de madrugada ainda antes de ouvir os passaros a cantar, e no silencio da madrugada onde nada se ouvia lá íamos nós aldeia em aldeia nomeio do escuro paracedo chegar a Santiago mas neste dia não havia missa do peregrino. Esforço em vão para quem queria assistir, mas nada se perdeu. Deitado no átrio da Catedral olhando para os dias atrás e pensando que o objectivo foi cumprido, metro a metro ou km. a km. Mereceu a pena. Caminho terminado Cidade de Santiago a explorar essas lindas ruas e ruelas cruzando com gentes de tantos lados deste planeta, s sons dos artistas de rua, os bares. Cidade sempre alegre onde sabe bem andar de rua em rua.
Um dia voltarei de novo...
217km... medidos por gps














domingo, 25 de setembro de 2011

Nas galerias Romanas de OLISIPO
































































































































































Esperei vários anos para descer as galerias romanas na rua da Prata, mas consegui. Após 4 horas na fila para poder entrar mas valeu a pena. Ao descer sente-se que recuei no tempo. Ao tempo dos Romanos. Grandioso Império a que OLISIPO também fazia parte. Hoje Cidade cristã e denominada de LISBOA. Uma obra grandiosa demonstrando que na altura as engenharias não falhavam, já que o objectivo seria e ainda hoje é para que o rio Tejo se resgurde nas margens onde hoje ainda se mantém permitindo assim com a elevação do plano terrestre, e vários séculos depois a construção segura por cima daqueles fixos alicerces. O objectivo também seria desviar as águas vindas dos vales. Hoje av. da Liberdade, Almirante Reis, Castelo etc. Entretanto séculos passados com os vários terramotos originou a abertura de fendas numa das partes da galeria originando nascentes de água de grande caudal suficientes para o abastecimento da população local. Observa-se no interior e no tecto as aberturas ou poços para o exterior para daí extrair a água através de baldes ou outros utensílios. Algumas destas aberturas incidem ao interior dos prédios ficando estes ainda mais beneficiados. Também se podem ver as paredes dos grandes tuneis de esgotos construídos no século XIX atravessando as galerias, o qual, e devido a isso não se sabe onde as mesmas terminam mas ocupam grande parte da baixa para Este, Oeste e Sul não tendo sido construídas para Norte já que seriam para organizar ou regular as águas das ribeiras a norte.



segunda-feira, 28 de março de 2011

OS ENCANTOS DO ESTUÁRIO DO SADO
















Mochila ás costas. Boa disposição mesmo com batismo de pouca chuva que nem por isso desmoraliza. Com inicio na Aldeia de Comporta, aí vamos caminhar uns 18 km por caminhos de terra batida observando as casas. Uma aqui. Outra ali. Habitadas de gentes simples com suas casas verdejantes plantadas de flores multicolores em largos espaços em seu redor. Seguindo sempre em frente começamos por observar o Estuário do Sado, com suas águas planas espelhando o Sol que por vezes luzia escondido entre nuvens. Pequeno planalto com ribeiro de água artificial para rega em alturas próprias e necessárias correndo pouca água mas mesmo assim não deixando de ter a sua beleza. Mais uns km á frente e chegamos ao Porto de pesca artesanal de Parafita, que, olhando ao nosso tempo, ou Século XXI significa atraso de décadas. Ao olhar e esquecendo o mesmo tempo, ou como turismo então é das paisagens mais belas que podemos ver ou ter, observando os pescadores locais com as suas artes marítimas preparando-as para a próxima fauna marítima aguardando a maré cheia para se fazerem ao mar. Repito. Lindo para se ver e apreciar. Seguindo em frente com mais alguns km nas pernas, uma aldeia se aproxima onde uma pausa se fez para um merecido Vicio do café. Continuando a rota ao longe se avistam Flamingos em grandes bandos e novas paisagens diferentes se avistam embelezando cada vez mais o local onde predomina a sementeira de arroz onde no fim e percorridos os tais 18 km, terminou a caminhada num restaurante que anteriormente foi uma escola primária.

Resumindo: Mais um Sábado saudávelmente bem passado.