quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Pela antiga linha comboio do Vouga




              PELA ECOPISTA DO VOUGA (antiga linha de comboio)

Um dia, olhei um site sobre as linhas de comboio que haviam sido transformadas em ciclovias. Entre as várias saltou-me á vista, a de Sernadas do Vouga, até Viseu. Copiei, e registei que seria uma próxima oportunidade logo que possível. Dia 5 outubro, coloquei a bicicleta no carro e parti para o norte.  Mais precisamente, Albergaria a Velha. Por aí pernoitei, e após uma bela noite de descanso, 7 km mais á frente, em Sernadas do Vouga, na antiga estação, dava início a mais esta bela aventura... sózinho, mas acompanhado da minha alegria e belo prazer. Boa ciclovia, alcatroada a interiorizar pelo meio das árvoras á beira do rio Vouga. Por aquela hora da manhã, (9 horas) já a temperatura estava nos 18 graus. Iria ser um dos dias mais quentes do ano, tendo em conta o mês em questão. Sempre pedalando, km a km, as paisagens á direita para o rio, eram algo de maravilhoso, dando tempo para parar e observar o rio, que corria e a beleza das cores verdejantes, e outras outonais mais secas. Outras vezes terminava o alcatrão, surgia a terra batida na mesma linha. Levava algum peso quase igual como quando vou para as minhas longas deslocações. Aos cerca de alguns 15 km percorridos senti que pela plenitude da ciclovia já iria algum tempo a esforçar demais nos pedais. Supondo que algo                                              estaria a prender as rodas da bicicleta. Parei para observar que as mesmas não
estavam presas. Estranho, julguei. Mas observei em frente e a ilusão de ótica ali estava presente. As linhas de comboio são sempre planas mas em certos locais possui sempre certas percentagens de subidas ou descidas. Pronto ali, verifiquei que até Oliveira de Frades, cerca de 40 km mais á frente irá ser sempre a subir. Desfeita esta duvida continuei sempre, sendo assim... subindo, e lá mais para a frente a mesma "linha" atravessa os centros de várias aldeias, pequenas, mas históricas e lindas. Quase sempre á beira da linha, as tabernas ou mercearias, e os bancos onde sentavam os mais idosos, talvez comentando quem por ali atravessava, para onde e como ía. Aos cerca de 25 km, um grande silo de centeio ou trigo abandonado, pela evolução dos tempos naquela aldeia já bem para o interior, mas uma pastelaria se abeirava junto do meu caminho. Era tempo de descansar um pouco, pois o calor já começava a apertar bem, e a especialidade da casa eram os pastéis de nata. Nada melhor para colocar um pouco de açucar no sangue e provar aquela delícia especialmente escolhida para mim, por quem estava a atender. Observando a minha presença por estar só, e já longe no interior e a carga, tive de explicar porque ali estava, e o que ía fazer e com que objetivo. Pausa feita, segui meu caminho continuando a parar sempre que a paisagem assim obrigasse para tirar a foto, cada uma sempre diferente da outra. Os nomes das aldeias e as antigas estações recuperadas para
quem por ali passe veja e sinta um pouco como eram. Passar os tuneis que eram tantos que lhes perdi a conta, olhando para cima o verde das plantas a caírem sobre a entrada dos tuneis, no interior os cortes ainda da sua construção talvez e ainda a "picareta". Sempre algo de novo ou de interesse surgia sempre na minha frente. As várias pontes que por ali foram recuperadas em pormenor. Quase a chegar ás Termas de S. Pedro do Sul, outra ponte, talvez a maior, mas ao fim da mesma lá está uma antiga automotora ainda a vapor para que quem passa se aperceba o que por ali existiu ou acontecia a algumas décadas atrás. Quase noite e a chegar ás Termas de São Pedro do Sul, um pouco antes do por do sol o quase cinzento de final de dia misturado com o abundante verde que circula a vila das termas, depois o rio a contrastar com estas cores foi algo que jamais esquecerei, pois estava a admirar esta beleza num bar bem localizado até mesmo ao anoitecer, a brindar o dia comigo próprio com uma cerveja, para juntar o "útil" da paisagem e o "agradável" da cerveja bem fresquinha, ainda com temperatura nos 30 graus. Circular á noite na vila com fontes de luz bem orientadas em certos locais misturadas com a água que escorria, quente, fumegando, as fontes romanas etc. é algo que também jamais esquecerei. Terminado o dia por ali não consegui fazer mais 30 km para frente até chegar a Viseu. "perdi" tanto tempo em paragens para tirar fotos e observar a natureza perfeita... "que não perdi nada", mais uma vez pelo conhecimento que ganhei.  Até Viseu será para uma outra vez, porque bem merece voltar a locais assim para quem gosta ... como Eu, e que aconselho fazer a quem gosta destas aventuras.
JGJ











terça-feira, 23 de maio de 2023

A MINHA AVENTURA EM BICICLETA EM AUTONOMIA DESDE MADRID ATÉ AO SEIXAL (Lourinhã)


A MINHA AVENTURA EM BICICLETA DE AUTONOMIA, DESDE MADRID ATÉ CASA.  911 KM












Quero aqui contar de certa forma mais abreviada o passeio que fiz ou fizemos desde Madrid até mina minha aldeia no Seixal. Poderá ser mais interessante para uns e menos para outros, mas gosto que esses alguns, sintam um pouco do que aqui conto. O prazer de fazer estas aventuras em ciclismo de autonomia. Porque é algo que nos temos de preparar para o fazer. Preparar todos os trajetos por onde passar, ficar e pernoitar. Desde outubro passado que preparo tal aventura para que tudo dê certo. Os locais por onde passei em Portugal e outra grande parte de outros em Espanha, tive de os desenhar á mão, em computador ,através da aplicação que tenho, e depois observar também pelo computador se estará certo, porque a distancia é relativamente grande, e depois pretendo circular sempre com monitoramento ao vivo, com o objetivo que saibam onde estamos em direto, para prevenir qualquer eventualidade, em que saibam onde estamos. Sempre pela segurança acima de tudo. Abaixo, relato talvez o mais interessante da aventura. A mesma pode ser um pouco "massuda", mas é minha intenção, como disse partilhar convosco ou com quem estiver interessado em saber e quiser ler, e ver algumas fotos.





       Dia 30 de abril. Apanhámos o autocarro em Lisboa até Madrid. Chegados ao centro histórico, montámos as bicicletas e zarpámos até ao parque campismo mais a norte da cidade. O GPS nos levou pelas avenidas principais, entre as quais a "calle Alcalá", a mais famosa e longa que atravessa aquela bela cidade, com intenso movimento e lojas abertas. Chegámos ao parque e pernoitámos, montando cada um de nós as pequenas e leves tendas. De manhã, dia 1 de maio circulámos de novo pela Alcalá passando e admirando a praça de touros madrilena. Catedral dos Jerónimos foi onde partimos para o inicio do caminho de Guadalupe, em frente ao museu do Prado, bem nocentro da cidade. Observámos e passeamos pelo jardim e estação de comboio de Atocha em forma de reconhecimento. Não podemos visitar em pormenor pelo facto de não poder abandonar as bicicletas em qualquer lugar. Partimos então, frente á catedral já com o caminho traçado no GPS, em direção ao lado oeste da cidade, onde encontrámos manifestações e muita movimentação de pessoas na rua. Num largo, na plaza mayor, Um Spiderman vestido a rigor, mas barrigudo que nos despertou a atenção. Ouviu os nossos comentários e meteu conversa connosco. Era Português, citou que já por lá estava a alguns anos.
    Saíḿos de Madrid em direção a Mostoles. Cidade no qual havia uma festa local, ao qual algumas pessoas estavam com vestimentas festivas. Procurámos um hotel para pernoitar, mas estavam todos ocupados, assim, não podemos assistir ás festas. Já quase noite, tivemos de seguir em frente e um belo parque. Um grande lago nos surgiu no caminho. Pernoitámos nesse mesmo parque, instalando as tendas num local adequado. De manhã cedo, acordámos com o chilriar das muitas aves que por ali existiam naquele parque, enorme, onde se desfruta a natureza. Não tardou, chegámos a "El Alamo". Uma bela surpresa ao entrar naquele lugar com a feira medieval ativa e grande ao longo de várias ruas. Simplesmente a maior da Europa, a feira, Consta. 42 graus de calor ali, e com cheiros a grelhados, no qual eram imensos, assim como a forma da instalação da feira, e gente, que quase não nos podiamos movimentar. Sandes e cerveja nos alimentámos, para depois continuar, pelo trilho. Aldeias e vilas, mas sempre procurando os caminhos registados no GPS. Muita areia encontrámos no caminho durante largo tempo, levando as pesadas bicicletas á mão, algumas vezes carregados com alimentos para vários dias, também com o peso da roupa, e as tecnologias adaptadas para as várias opções de contratempos. Outras vezes nos cederam espaços de balneários de piscinas, outras em alojamentos que deixavam muito a desejar. Após mais algumas peripécias de tapas menos apetecidas e outras não tanto assim, lá chegámos a Guadalupe, bela cidade com um lindíssimo santuário mais pequeno e um pouco diferente, mas fazendo lembrar Santiago de Compostela. Lindo por dentro, entrando na catedral e vendo a imagem de nossa senhora ao centro e o redondo das paredes com as belas pinturas reproduzidas ao vivo, mantendo um gradeamento em frente ao altar, o qual é aberto na hora das missas. O efeito das grades para proteger os valores por lá guardados. Depois, circular pelas ruas da cidade. Ruas estreitas que quase parecem megaliticas na forma, as pedras a sustentar os edificios. As portas, em madeira grossa, pintadas com cores condizentes com os edificios ornamentados. Alguns com flores, e as ombreiras e janelas arqueadas ao tempo da sua construção. Num dos extremos da rua dá acesso a uma enorme ponte que foi construída no tempo de Franco, (salvo erro nos anos 30) com a finalidade de passar o comboio, o qual nunca chegou a passar, e hoje serve de atração aos turistas e caminheiros que por Ela passam.
    Após repouso num belo hotel no centro, e terminado aqui os caminhos de Guadalupe, lá seguimos em frente, agora em direção a casa. Lembro que antes passámos em Talavera de la Reina, bela cidade banhada pelo rio Tejo, ou Tajo, como dizem os Espanhois. Lindo o Tejo com aquela grandiosidade que o faz chegar a Portugal...a Lisboa com paisagens maravilhosas. Mais tarde passámos o Rio Guadiana, já mais perto das nossas fronteiras jorrando água. Subidas e descidas acentuadas estavam previstas, mas numa bela sombra com uma fonte jorrando água bem fresca da montanha aproveitámos para uma bela refeição naquele local com a temperatura a 42 graus. No momento da partida deste local surge um senhor informando que o local por onde íamos era muito acentuado com imensas subidas e descidas indicado que voltando atrás e apanhando outra estrada seria sempre uma reta durante cerca de 30 km. Agradado com a informação, até lhe disse que foi Deus que ali chegou com tal informaçao. Assim, fizemos 30 km numa reta sempre plana e com a temperatura sempre a 40/42 graus. Maravilhoso. Chegámos a uma aldeia, pequena, de nome, Hernan Lopez, onde após descansar um pouco, num bar bebendo umas bjecas e amendoins, e jantar num restaurante de hotel, pernoitámos por baixo de um telheiro de um pavilhão desportivo local. Com um belo descanso noturno, pela manhã acordámos de novo, com o chilriar dos pássaros, e preparados para nova etapa, quase sempre em reta passando por aldeias e vilas com paisagens sempre espetaculares, caminhos romanos, pontes antigas, secos os rios que por baixo passavam. Noutro local, próximo de Mérida as luzes á noite não abundavam e aproveitei observar o céu limpo com a ajuda da aplicação que tenho no meu telefone, procurando as estrelas e os planetas que se avistavam ao vivo no escuro celeste. Prosseguindo sempre em direção á fronteira, Mérida se aproximou de nós. Antiga capital Lusitana do tempo dos romanos, Emerita Augusta, era o nome. Atravessámos a cidade em direção ao espaço milenar, onde situa o anfiteatro romano e a arena. Local que já conhecia. continuando e seguindo em frente com o Guadiana agora a nosso lado sempre com belas paisagens e agora quase a chegar a Badajoz, Chegámos atravessámos a bela cidade que também já conhecia, mas que é sempre agradável voltar. 18km nos separava de Campo Maior, A meio atravessámos a fronteira. E como senti orgulho ver a placa Portugal, e sentir que já estava tão longe de Madrid e mais perto do Seixal (Lourinhã), mais perto do fim. Campo Maior, que faz lembrar a festa das flores, engalanando as ruas da vila. Onde ficar? procurámos hotel mas estavam todos ocupados, mas outro nos indicaram, de nome interessante (Ponto Final), o qual tinha lugar, mas com dificuldades em guardar as bicicletas, mas lá se arranjou um lugar. Quarto sem grandes condições, tevisor antigo e ar condicionado sem comando, e casa de banho com remendos e tampo da sanita, preso com arames. E de manhã, a casa de banho inundada. A internet existia sim, mas a password? não estava em lugar nenhum, e o proprietário abandonou as instalações logo após nos ter alugado o quarto. Bem negativo o dia, logo a chegada ao nosso país. Bem, mas nem sempre tudo corre mal e é natural. Saímos de Campo Maior após um pequeno almoço em Portugal com uma bela doçaria e o café da manhã, e saímos após ter feito abastecimento de compras de novo. De seguida, diretos a Monforte para depois pernoitar na vila alentejana de Fronteira, pela nacional, uma grande reta nos surge em direção á mesma. Mas 6 km percorridos, a ponte sobranceira ao rio estava caída,(consta que desde as inundações do ultimo inverno), e sem hipotese de a atravessar tivemos de voltar de novo para trás e orientar nova rota pelo GPS, ficando assim de fora a passagem pela vila de Fronteira. Não perdemos tudo porque optamos por ficar numa vila em que nunca por lá tinha passado nem ouvido falar, de nome; Veiros. Enorme em área e interessante as pequenas ruas calcetadas e estreitas. Pernoitamos por ali para no dia seguinte seguir para a linda vila de Avis. Amuralhada e de nascença monarquica, proveniente daí o mestre de Avis que a nossa história tanto conta. Acampados num belo parque a beira da barragem do Maranhão com a fabulosa praia fluvial, mas como disse, acampados aí deslocamos á vila para assistir a feira medieval que por lá existia, naquele dia, com um também belo jantar tipico á epoca anterior secular. No outro dia, seguimos para o Fluviário de Mora onde também pernoitamos nesse local, seguindo depois para Coruche e finalizar no parque de campismo de Escarupim, á beira do tejo, tendo a sensação de ouvir os cantares das varias aves que por ali são o seu habitat natural. Sons diferentes e contagiantes de se fazer ouvir. Irei voltar a tal parque para explorar de outra forma. Entretanto chegou o ultimo dia . Partindo dali de Escarupim até ao final, e final desta aventura de 16 dias. Atravessei pela 1ª vez a ponte dona Amélia sobre o Tejo em direção ao Cartaxo, passando depois pela serra de Montejunto e Cadaval. Não quis deixar de passar pelo santuario do Bom Jesus do Carvalhal que ficava a caminho, Santuário onde se realiza o sírio da minha aldeia no dia de festa. 2 horas depois chegamos então ao final a porta de casa, na aldeia do Seixal, o qual apos contabilizados os km totalizaram 911km.


PORQUE PERGUNTARAM, O PORQUÊ... EM BICICLETA DE AUTONOMIA???
Porque se circula por locais menos populacionais e caminhos de terra batida, carreiros e trilhos. E porque as avarias podem ocorrer em qualquer local mais "desértico", levo equipamento para tal eventualidade como: câmaras de ar e pneu suplente, cabos de travão e de aperto. Abraçadeiras de plástico, arame, parafusos, porcas e anilhas. Desviadores e corrente assim como óleo para as mesmas e luvas proteção das mãos. Depois equipamento para o calor, frio e chuva com 3 peças de roupa adequada para todas as situações, assim como sacos de plástico de 100 kg para tapar os alforges e restante saco cama, e mini tenda para acampar quando necessário. Chinelos e sapatos tênis e toalha de rosto Decathlon que secam rapidamente. Creme solar 50 porque o sol é sempre forte muitas vezes 40 graus. Depois o também essencial GPS Garmin ou outro para efeito de seguir os caminhos e não perder, mas sempre com um smartphone com boa capacidade de bateria para que dure o dia inteiro, e com um outro carregador solar para assim se aproveitar o sol, mas também carrego com vários powerbank para a eventualidade de não se conseguir carregar os equipamentos.. Nestas duas semanas provei que 4 que trouxe, mais o solar foram suficientes para vários dias, já que o smartphone serve sempre para através do Wikiloc publicar em direto os locais onde estou, também por questão de segurança, ou seja algo que aconteça saberem todos os meus familiares amigos do grupo que tenho no Facebook onde estou. Não podem faltar a bolsa de primeiros socorros, com os medicamentos necessários para o dia a dia como em casa, para uma eventualidade de pequenos acidentes e não só. Pouco mais faltará aqui expor, mas o suficiente para proteção e segurança minha, para que circule com mais tranquilidade e prazer de fazer estas viagens que gosto e amo como esta que irei acabar terça feira e que iniciei em Madrid no dia 1 maio até minha casa, com um amigo que me acompanha. Serão quase 700 km ou mais até ao fim. Após esta minha informação imaginem o peso que trago comigo, mas o tempo espera sempre por mim, ou por nós, até ao ponto de chegada, sem importar a hora do fim desse dia.
JGJ
Pode ser uma imagem de mota de cross, mota, scooter e árvore
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Maria João Malaquias, Cidalia Damiao e 8 outras pessoas







domingo, 9 de janeiro de 2022






PEGAR NO WIKILOC E DESENHAR UM TRILHO POR ONDE NUNCA PASSEI.

Observei pelo Google o belo que a costa algarvia possui. Buracos ou fossos enormes perfurados no cimo das arribas com o fundo ao nível do mar. Praias bem pequenas e algo mais que não se percebia bem. Desenhei tal trilho ao longo destas arribas, depois o que fiz? No outro dia peguei na bicicleta e lá fui Eu por essas margens encantado com tais paisagens de natureza perfeita. De difícil acesso.Só a pé ou bicicleta pasmado com tais belezas. Perigosos os acessos sem proteção e de risco de queda. Quando queria pedalar para ir mais á frente, e uns metros mais á frente, pasmado sempre com novas paisagens descia de novo da bicicleta, com máquina na mão para fotografar e filmar. Assim desloquei-me quase sempre a pé com a bicicleta á mão, tal era a obrigação de parar mesmo sem querer. As pequenas pedras ao cimo da arriba fossilizadas de quantidades enormes de moluscos com séculos ali retidos. Depois o verde rastio de plantas sempre cobrindo parte do trilho em que circulava. Sentei num local magnifico que escolhi para uma pausa, pois já contava com 35 km desde que iniciei a partida. Era hora de uma "bucha". Ali sentado a admirar com o chilrriar magnifico de algumas aves que ainda não conhecia, sigo o trilho, com um dia lindo que parece verão com o mar calmo sem ondas e sem "ponta" de vento e total ausência de frio, começo a dar conta das horas que eram. Faltava quase 2 horas para se fazer noite. Oh, acordei daquele "sonho" que foi realidade e tive de cortar caminho para chegar a casa ainda de dia, ao ponto de ter de circular alguns km,s pela perigosa estrada 125, mas mesmo assim ainda tive tempo de desviar pela lagoa do Salgados, pouco tempo antes do por do sol onde ainda observei sem parar as aves na recolha da noite. Local bem aprasível, e agora declarado reserva natural.,  Pena, não consegui chegar até onde tinha planeado, mas fica na "agenda" para continuar dali para a frente. Hei-de chegar até Sagres, observando todos os pontos menos conhecidos e talvez mais difíceis desta costa.

Pelo prazer de pedalar. De conhecer observar e sentir o que é diferente, de onde vivo e estou no dia a dia e sentir os prazeres que a vida me deu. enquanto estou vivo.


JGJ

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

AVISTANDO O DOURO VINHATEIRO, em comboio.


Estação de comboios do Pinhão. Belo monumento, para além de recuperado mantendo a arquitetura da época da construção, com azulejos retratando a azáfama dos trabalhos agricolas nas décadas respetivas. Esperando o comboio com os termómetros a sinalizarem os 40 graus, olhamos em redor a beleza natural sobre as escarpas vinícolas em redor com as casas senhoriais respetivas. Puxamos pela câmara fotográfica para prova futura da beleza ali existente.

Ouve-se ao longe o comboio a chegar. Subimos a ultima carruagem, e o banco mais acessível á visão do rio. Começa a circular. Então as paisagens começam a ser cada vêz melhores. Os socalcos que se avistam, com as variadas quintas ao longo do percurso, manifestando o seu nome próprio da quinta escrito em painéis no meio dos vinhedos, talvez para nos apercebermos a proveniência do Porto que adquirimos. Sempre seguindo em frente passando por habitações a pouca altura do rio, algumas na paragem da estação com bares sobranceiros ao Douro, onde se bebe algo, sentindo o prazer da paisagem.
Em frente dois afluentes onde no meio, parecendo uma ilha, outra quinta com  socalcos de vinhedos á sua volta, quase que nos faz sentir algo que não sei explicar. Mas mais em frente o rio encurta as suas margens, e os navios de turismo por lá passam naquelas águas calmas, talvez o local mais perigoso, e o comboio também a circular a poucos metros da água.
Continua o calor intenso mesmo com as janelas abertas entrando o ar quase irrespirável para o interior da carruagem. Mas os vários túneis que se aproximam refrescam um pouco mais o interior. O comboio apita quando avista as embarcações como que a desejar boa viagem, e quanto mais nos apróximamos do Poceirão que é o final mais as paisagens se embelezam também de verde e outras.
Chegamos ao afluente do Rio Sabor. O Rio Tua desagua algures perto de um dos túneis de passagem. Chegámos ao Poceirão. Esperamos cerca de meia hora e voltamos no mesmo comboio para o pinhão. Novamente a mesma paisagem, mas com a hora mais tardia, mais perto do por dos sol, onde por isso a beleza já começa a ser um pouco diferente, um pouco mais acinzentado.
É BELO este PORTUGAL, com paisagens magnificas de norte a sul pelas várias regiões. Rico em cultura própria, país tão pequeno e deslumbrante, sem esquecer a gastronomia, mar e costa, rios e serras. Vergo-me pela cultura que este nosso pequeno país (em tamanho) possui.

















 




sábado, 26 de junho de 2021

PELA CICLOVIA DO RIO VÊZ... em Arcos de Valdevêz







PELA CICLOVIA DO VÊZ... em Arcos de Valdevêz. Ao longo de cerca de 24km a iniciar em Arcos de Valdevêz, pelo centro da vila começamos a trilhar a ciclovia, logo de inicio com lindas paisagens sempre ao lado e na margem do rio. Sempre a ouvir o "barulho" da água, escorrendo rio abaixo, circulando nas pedras como obstáculo ao longo do mesmo. Sempre com árvores nas suas margens dando uma beleza real, produzindo a sombra no seu caminho. Continuando rio acima, encontramos os antigos moinhos de água abandonados, fazendo história dos tempos difíceis de outrora. As praias fluviais e alguns bares construídos acima do rio onde sabe bem uma pausa acima do mesmo admirando o circular das águas. E o cantar das aves refletindo seus ecos por distancias relativas! Depois ainda mais acima, uma presa de água produzindo pequenos remoinhos de água, remoendo, tanto parecendo um tufão devido ao funil circular chupando ao centro tudo o que lá caí. Para o final abunda a pedra solta tipico de caminho romano outrora existente, Chegamos a Sistelo a aldeia tipica e histórica, pertencendo ao concelho de Arcos, pequena mas merecendo uma visita observando os espigueiros e as suas construções. Circuito muito interesante quer seja de bicicleta ou a pé. 

JGJ

19 junho 2021











 








domingo, 20 de outubro de 2019

QUANDO AS PEDRAS SÃO FIGURAS, no Cabo Carvoeiro


UM DIA, coloquei a mochila ás costas e decidi fazer uma caminhada com cerca de 12 km, no Cabo Carvoeiro. Em Peniche. Mas desta vez, queria fazer diferente. Mais junto aos precipícios, com o objetivo de procurar, ou sentir as diferenças das rochas, ou o que Elas poderiam simbolizar, ou comparar com a vida real. Consegui, porque ao observar com atenção, e conjugando com as possíveis posições, à medida que ía circulando, vão parecendo algo do meu dia a dia, ou parecido com cenas da vida real. Por isso criei, ou mesmo imaginei um tema para algumas fotos, o qual entre todas, logo esta, a primeira foto... da rainha, foi a mais evidente. E depois a terceira... do pelotão do exército. Mas de resto, de forma geral todas elas são interessantes. Á medida que ía desviando mais para o lado, ou circulando, logo se perdia essa visão das mesmas rochas, o que Elas simbolizavam, ou fazia imaginar. Por isso, não foi fácil tal tarefa. Mais uma vez, me dediquei a algo que muito queria que fosse diferente. Não só na passagem pelo local, circulando normalmente de carro ou a pé, simplesmente, porque assim, não se vislumbra nada,  ou melhor. Só, o que está a vista. Mais uma vez ficou para a minha história algo que jamais esquecerei. Um dia quase inteiro caminhando pelo Cabo Carvoeiro procurando o que elas escondem da minha visão.


         A Rainha sentada observando o horizonte marinho.Ao seu lado esquerdo, o cão a observa e a protege. Atrás, a ama embala e acalenta seu bebé, dormindo.

      AH, Aqui nesta ilhota podemos descansar porque o bicho homem não consegue aqui chegar.

  Um pelotão de exército alinhado, aguardando ordem para avançar.

      A boca da cobra a aguardar pela presa.     

 A boca da cobra a aguardar pela presa.

        Uma mesa que sobresai da água tão perfurada, quase tão milimétricamente que escorre água

      Uma mesa que sobresai da água tão perfurada, quase tão milimétricamente que escorre água
   
Saíndo da água como a cabine do submarino
 Os vários complementos diferentes que compõem a arriba inclinados em direção á água.


 Os vários complementos diferentes que compõem a arriba inclinados em direção á água.




 Os cortes e pequenas cavernas feitos pela Natureza.


 Aqui, na parte mais branca e próximo da água, e os cortes mais escuros quase dentro de água provam que o continente americano já esteve ligado a este Cabo Carvoeiro, segundo estudos cientificos, conforme informação existente no local.

 Observando em pormenor parece que uma máquina esteve por ali a endireitar terreno.Um aspeto do recorte também provando que esteve ligado ao continente americano.


 Aqui, na parte mais branca e próximo da água, e os cortes mais escuros quase dentro de água provam que o continente americano já esteve ligado a este Cabo Carvoeiro, segundo estudos cientificos, conforme informação existente no local.
  Rocha mais escura diferente da outra que está mais á frente mais esbranquiçada.



  Tão diferente e tão perfeita.




 Tanta pedra esculpida. Tantos cortes perfeitos feitos pela Natureza.


 Mais á frente a rocha desencaixou da outra.

 Perfurada no centro da pedra para que se veja para o outro lado. Depois, por cima, mais 4 blocos para fazer peso, não fosse o vento um dia levá-la.

 A proa, e mais acima a cabine de um navio a tentar lançar ao mar para navegar.

 A proa, e mais acima a cabine de um navio a tentar lançar ao mar para navegar.
 Encaixa ou não encaixa no outro bloco. E a outra acima, não caí ? ou quando caí?

 Como é possível a Natureza a que pertenço fazer destas coisas magnificas!

 A tartaruga a frente puxando suas 2 presas. Repare-se que custa tanto que até coloca a de fora.

 Amontoadao de pedras por cima umas das outras, que as vezes outras tentam cair, mas não caem.

 Inclinada, tão grande mas não caí.

 5 blocos de lage de pedra, para descanso da gaivota.

 Repare-se. A cabeça da vitima foi atirada para este local sem olhos mas com a boca aberta e nariz quase desfeito.

Tão grande a tartaruga procurando o mar.

 Por cima de uma grande rocha se colocam outras mais pequenas.

 Não cabem noutro lado. Juntam-se aqui umas as outras.

 A muralha do forte protege das águas do mar.

Um corte entre rochas altivas para observar as águas do mar.

 Ao fundo, o mar

 Será que a pedra na ponta caí?

Separada da rocha mãe para um dia caír ao mar.


 Será que se está a preparar para atirar ao mar?

Termina a rocha. Termina a casa