segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O Douro em Miranda do Douro é fantástico




























A NATUREZA É PERFEITA.







Bastam 2 ou 3 dias em Miranda do Douro. Um deles desfrutar das ruas e ruelas observando as janelas empedradas e os edifícios antigos justificando os tempos de outrora onde aquela gente vivia do contrabando. Depois, olhando no início de cada rua as placas indicando o nome em Mirandês e á medida que circulamos pelas mesmas e olhando as montras, lá estão os livros mostrando a sua língua Mirandêsa. Daí a pouco vamos apercebendo de Monumentos como a Sé. Logo aí, e olhando abaixo, lá está o Douro com uma paisagem deslumbrante. E na hora da refeição! A bela posta mirandêsa, e tão saborosa de repetir quantas vezes necessárias. E á noite, observar o lago local com as luzes dando um aspecto belíssimo.
E no outro dia, com a disposição de fazer 20 km a pé pelos trilhos locais vendo os Castros e as Aldeias fronteiriças com a suas poucas gentes a habitar. Mas chega-se ao local onde se avista o Douro fazendo de fronteira entre Portugal e Espanha. É a possibilidade de se ver paisagem única no género, olhando as escarpas. E se no outro dia for de barco ambiental, subindo o rio durante 1 hora olhando a fauna e flora, como por exemplo a Lontra que nos brindou com a sua presença.
Como a Natureza é tão perfeita. Ali se vê.







quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Algarve sim, mas da Serra do Caldeirão. O que eu denomino de Algarve Natural










































































































































































Algarve, Algarve. Vamos passar férias ao Algarve!...
Muita gente dirá assim nesta altura do verão, e até no inverno. Estrada abaixo, e um apartamento nos espera por aquelas bandas, algures junto a uma bela Praia do Sul. Os prédios e os bares abundam por aquelas zonas, quer seja de noite ou de dia.


Um dia destes, e a 50 km da Costa, em Alcoutim, deixei a viatura, montamos a bicicleta e aí fomos fazer uma parte da Via Algarviana. Percurso traçado pela Serra do Caldeirão e a começar precisamente em Alcoutim. Subindo Serra acima, e logo no primeiro dia fizemos cerca de 24km e já quase noite chegamos a uma povoação chamada Baluscos de Baixo. Local onde teríamos de pernoitar, e ao entrar num pequeno bar perguntamos onde poderíamos alugar um quarto, e logo pronto o senhor Michel solicitou a presença da esposa, D. Pilar, que, com a mesma observação, sugeriu o quarto da Filha já que estava fora da Terra. Tendo nós aceite a oferta preparou o quarto e até o jantar com todo o requinte como não se vê por essas cidades ou vilas. E o pequeno almoço do dia seguinte, então será inesquecível. Só resta agradecer aqui, e em publico um "grande obrigado Sr. Michel e D. Pilar". Fazem falta pessoas como vós neste País.
No outro dia seguimos o caminho pela Via, com lindas paisagens e Lugares que jamais esquecerei. Com Pessoas a abordarem-nos pelo caminho e a oferecerem água por eles tiradas do poço. Lugares como por exemplo a Furnanzinha, Sete Casas e Castelão onde não há Mercearias ou bares e com habitantes de idades mais avançadas. Mal nos viam chegar aproximavam-se de nós e conversavam. No Lugar de Castelão disposeram-se a oferecer espaço num terraço para dormir, mas, logo outro vizinho sabendo da nossa presença foi-nos também oferecer um espaço na sua casa com telha, mas o calor era tanto que o terraço e um saco cama, e todas as "estrelas" a vista era o melhor. Também um "obrigado as pessoas de Castelão" pelo prazer de estar com Eles e em especial a Sra. que até o jantar nos sugeriu.
Seguindo viagem outros lugares passamos, e os lamentos de alguns Idosos escutei. Lugares em que os novos não habitam. E os pastores clamando pelas cabras com os sons vocais que só eles os sabem assim produzir. Em Vaqueiros o grande jantar na unica tasca existente debaixo duma parreira com o calor exurbitante. E ao dar a volta pelo Lugar antes da deita as pessoas sentadas nas ruelas falando sobre o Mundo que os rodeia e ao passar partilhava com Elas as suas conversas. Que Pessoas tão simples e afastadas do rodopio das estradas barulhentas e agitadas das Vilas e Cidades.
Continuando a viagem acabamos por fazer cerca de 100 km pela Serra do Caldeirão devido ao piso acidentado e quase sempre a pique em que tinha de levar a bicicleta a mão. E o calor a rondar entre os 35 e 45 graus, dependendo da hora a uma média de 2,50 km por hora. Ao fim de 4 dias voltamos para trás seguindo pelas Praias de Olhão, Cabanas e Monte Gordo seguindo depois para Alcoutim para terminar no total de 7 dias, 283 km.
Culturalmente foi muito bom. Como paisagem, também foi bom mas não das que mais gostei. Concluí que, talvez seja a parte do País onde há menos desenvolvimento, mesmo fazendo parte do Algarve.
Mais uma vêz valeu a pena.




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A CAMINHO DE SANTIAGO EM BTT a partir da Sé do Porto











280 KM. 5 Dias. Início na Sé do Porto. Objectivo; Santiago de Compostela, na Galiza.
Tão agradável e mais uma vez inesquecível este passeio em bicicleta passando pelas aldeias minhotas, atravessando caminhos milenares ainda do tempo Romano. Passando pontes e ribeiras, procurando as setas amarelas indicando o caminho até Santiago. Subindo Serras como a Labruja que obriga levar as bicicletas as costas, tão acentuada que é a subida. Mas a vontade e o sonho de chegar ao fim éra tão importante que a força não faltava. E se a camisa ficou molhada. lá isso ficou. Os Cruzeiros e as Igrejas a surgirem sempre um pouco mais a frente durante todo o caminho. Monumentos Seculares por sítios onde só de bicicleta ou a pé se podem observar como que a dizer que por ali milhares e milhares de caminhantes por ali passaram. O cruzar ou passar por caminhantes com muchila as costas e saudar "BON CAMINO". As populações por onde passam os caminhos indicando quando verificavam que o caminho não era o certo... Olhe o caminho é por ali!. Tão afáveis e tão simples que são os Minhotos das Aldeias deste País. E os Albergues. São instalações que recebem os peregrinos a troco de quase nada quando estes vem cansados a pingar de suor da caminhada. De referir e agradecer ás pessoas que tomam conta destes espaços que estão ali, e como voluntários, o que significa que não tem vencimento . Que bom que era se os Velhos e Mendigos deste País pudessem contar com uma cama como estas para, pelo menos, poder dormir a noite. Que bom ficar nestes Albergues e conhecer caminhantes de vários pontos do Globo, como do Canadá, América, Brasil, etc. Encontrar caminhantes que iníciaram à 6 meses a suas tarefas com início nos seus Países de origem como Bélgica e Alemanha. O que registei de todos estes caminhantes foi a alegria com que km.a km. faziam transparecer bem visível nos seus rostos.
E quando chegamos ao final. Ao belo Largo da Catedral de Santiago de Compostela. Foi algo que era o objectivo e que senti grande ao olhar para aquele colosso de Edifício tão minuciosamente construído a muitos Séculos sem ferramentas industriais como existem hoje. Por isso valorizo muito o esforço exercido desde o Porto até ali em btt. É que também não é fácil.
Olhar a chegada dos outros peregrinos a jorrarem lágrimas de alegria e dor pelo caminho percorrido, abraçando-se entre uns e outros.
Observei com interesse que no caminho não se verifica o fanatismo religioso como se verifica noutros lugares, incluindo nos Albergues, ao ponto de no fim e ao carimbar e atestar o passaporte de peregrino é sempre feita a pergunta se é crente ou não. Existindo declarações timbradas para cada caso entre os quais, o meu que não sou. Por isso aconselho a fazer este caminho quer seja crente ou não. Só a Solidariedade que se encontra e que se aprende por todo o caminho desde o principio até ao fim merece mesmo a pena. Bem Haja a quem o fáz.





- O TEXTO QUE EDITEI NO LIVRO DE VISITAS NO ALBERGUE DE PONTE DE LIMA:

-Que maravilha. Estou a fazer pela 1ª vez o caminho de Santiago em btt desde Gaia. É o 2º dia e estou deslumbrado com as paisagens e gentes que se encontram por aí. É bom que após 100klm. percorridos surge no encalçe um albergue como este com condições excepcionais para pernoitar.
Quanto a Ponte de Lima levo-a no coração para um dia poder voltar. E a todos os peregrinos desejo boa disposição e alegria para no caminho continuarem até Santiago.

- Assinei com a data de: 2009.09.19


domingo, 8 de novembro de 2009

A SERRA DA GARDUNHA e a originalidade do magusto















Sendo eu originário da região do Oeste, desloquei-me hoje para mais um evento desta vez na Serra da Gardunha. Iniciando um passeio pedestre até ao ponto mais alto com partida da Aldeia de Alcongosta. Com a iniciativa da Gardunha Viva e da Junta de freguesia, lá fomos Serra acima com paisagens espectaculares com uma organização fabulosa. Não posso dizer que foi o melhor que já fiz, mas como, o intuíto da organização foi conhecer a região tivemos direito a uma feijoada, e no fim, um espectacular magusto que foi o que mais motivou esta deslocação. Nunca tinha observado um referido magusto Beirão já que não é tradição na minha região de nascimento. Que beleza aquele Povo utilizar a caruma em plena rua empedrada despejando as castanhas para o centro do fogo. Mas ainda não é aqui o que mais apreciei mas que após retiradas as castanhas do chão e as mãos negras das mesmas é tradição passar as mãos pelos que estão próximos e o negro é a cor predominante da face de cada um de nós. A alegria das pessoas e a boa disposição até porque ha sempre o que quer fugir mas outros olhos os procuram e se aproximam para que não saia dali sem a marca negra. Ouvi alguém citar o seguinte dito tradicional.
...MAGUSTO SEM FARRUSCO NÃO É MAGUSTO !!!
Bem hajam. Beirões.